Os nós que Dilma tem de desatar

Partidos de sustentação do governo exigem mais diálogo e menos poder ao PT; abaixo, os principais entraves da presidente no atual momento

10 de março de 2012 | 15h54

PMDB e base aliada

Para conter o motim na coalizão governista, Dilma promete liberar emendas parlamentares e tomar mais cafezinho com deputados e senadores. Na terça-feira, num ato de aproximação, ela irá ao Congresso para evento do Dia Internacional da Mulher.

 

Casa da Moeda e BB

Terça é o dia do depoimento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Desgastado com a troca de comando na Casa da Moeda, ele enfrenta disputa de poder no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.

 

PIB, juros e câmbio

Depois do pífio crescimento do PIB (2,7%), o governo quer estimular a economia com a redução dos juros. Para Dilma, a crise internacional terá impacto prolongado no País e, nesta semana, deve anunciar medidas para conter a desvalorização do dólar.

 

Eleições municipais

Sem o ex-presidente Lula, Dilma dá uma força ao candidato do PT à Prefeitura de SP, Fernando Haddad. Puxou para o Ministério da Pesca Marcelo Crivella (PRB) para agradar a evangélicos e leva em banho-maria o PR, que quer trocar o titular dos Transportes.

 

Código Florestal e Copa

Com medo de nova derrota, o governo adiou a votação do Código Florestal. E Dilma vai receber o presidente da Fifa, Joseph Blatter, ignorando o secretário Jerôme Valcke, que sugeriu um "chute no traseiro" do Brasil para acelerar os preparativos para 2014.

 

Militares

Dilma irritou-se com os signatários do manifesto Alerta à Nação - Eles que venham, por aqui não passarão, que a criticam por não censurar as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Mulheres), contrárias à Lei da Anistia.

 

 

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