Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

Os grandes nomes para eleição indireta são FHC e Tasso, diz Alckmin

Governador negou que se candidataria nesse cenário e defendeu que PSDB não decida pelo desembarque do governo Temer

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2017 | 11h29

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu publicamente nesta sexta-feira, 26, os nomes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para disputar uma eleição indireta na eventual saída do presidente Michel Temer (PMDB) do poder. O tucano reforçou que, nesse cenário, não é candidato. Ele pretende disputar as eleições gerais no pleito de outubro do ano que vem. 

A declaração foi dada um dia depois de Alckmin se reunir com Jereissati e com o prefeito João Doria na casa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A reunião foi organizada entre as lideranças como parte das viagens de Jereissati para ouvir os caciques do partido e decidir uma posição de permanecer ou desembarcar do governo Temer na semana que vem, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento da ação que pode cassar o presidente. 

"Quero antecipar que nesta hipótese eu não sou candidato a nenhuma eleição indireta. Os dois grandes nomes do PSDB são o presidente Fernando Henrique e o Tasso Jereissati", disse o governador, após cerimônia de abertura de um feirão da Caixa, na capital paulista.

Ao Broadcast Político, Alckmin disse que a decisão de não ser candidato em uma eleição indireta é definita e reforçou que este não é o momento para discutir o cenário porque a prioridade é ajudar o País e o governo a manter a agenda de reformas. 

O ex-presidente FHC já afastou a possibilidade de ser candidato, mas é apoiado por liderenças do partido. Já Jereissati, depois da reunião no aptarmento de FHC, desconversou quando perguntado da disposição em concorrer. "Nem pensei nisso, ninguém pensou nisso", disse o senador.

Perguntado sobre o cenário diante das declarações de FHC e Jereissati, que deixariam apenas o senador como candidato tucano, Alckmin reforçou que nao gostaria de discutir isso neste momento. Além disso, ele defende que o PSDB não decida pelo desembarque do governo sem a garantia que as reformas vão andar no Congresso. "Nós não temos nenhuma decisão de fazer nenhuma medida. Neste momento é apoiar o governo, apoiar o Brasil."

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Comentado o encontro dos tucanos na casa do ex-presidente, o governador disse que a reunião serviu para uma "avaliação" e que o senador cearense está conduzindo o partido com "muita sabedoria e serenidade" ao ouvir todas as lideranças. "Temos a responsabilidade de ajudar o País a recuperar o emprego, não deixar a economia ser prejudicada e nem as reformas", disse.  O governador tucano evitou criar polêmica com o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que disputava internamente a candidatura tucana para as eleições de 2018 e foi atingido pelas delações dos empresários da JBS. Quando questionado se considerava o mineiro como uma "carta fora do baralho", Alckmin limitou-se a dizer que "o Aécio pediu afastamento do partido para fazer sua defesa". Na noite de quinta-feira, Tasso Jereissati falou com jornalistas e disse que acreditava que Aécio havia se afastado da presidência da legenda para "provar sua inocência".

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