Ornélas critica redução de pena para Jorgina

O ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, criticou hoje a decisão da Justiça que concedeu progressão de pena à advogada Jorgina de Freitas. Ele disse que a fraudadora "roubou e agora quer continuar praticando roubo para terceiros, como advogada". Jorgina teria desviado cerca de R$ 300 milhões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo Ornélas, foram recuperados até hoje R$ 93 milhões, "cerca de um terço do total" - R$ 65 milhões em dinheiro e o restante em imóveis e ouro, que estão sob a guarda da Justiça, aguardando leilão."A Justiça precisa começar a enxergar. Os processos de um mesmo réu têm que ser considerados em conjunto, e não isoladamente. É preciso acabar com esse tratamento burocrático que está sendo dado ao caso", disse o ministro, referindo-se à advogada, que segundo ele teria duas condenações, uma de 12 anos de prisão e outra de 11 anos.A fraudadora já recebeu do Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de progredir para o regime semi-aberto, por ter cumprido um sexto da condenação a 12 anos de prisão. No entanto, para obter esse direito, ela precisa comprovar ao Tribunal de Justiça do Rio que vai exercer uma atividade profissional. "Minha expectativa é de que a Jorgina continue atrás das grades, porque ela tem uma condenação total de 23 anos de cadeia, mas quer se beneficiar do fato de ter cumprido um sexto de uma das penas", afirmou o ministro.

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