Oriente Médio e escravidão dominam conferência

O derramamento de sangue no Oriente Médioe a escravidão foram os temas dominantes hoje no segundo dia da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, na África do Sul. "A ocupação israelita é um novo tipo de apartheid", disse o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. Segundo ele, a ocupação representa também uma violação da Declaração dos Direitos Humanos. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, disse que não há mais razão para se discutir a questão do sionismo, e igualá-lo ao racismo. Já o presidente cubano, Fidel Casto, classificou de genocidas os ataques de Israel contra os palestinos e criticou os EUA por tentar impedir as discussões sobre o assunto na conferência. As organizações não governamentais (ONGs), que preparam uma declaração contra o racismo para entregar no fim da conferência, já condenaram o sionismo. O texto final deve pedir que a ONUimponha sanções punitivas contra Israel até que os judeus se retirem dos territórios palestinos ocupados.Para tentar diminuir a tensão no Oriente Médio, onde 548 palestinos e 157 israelenses já foram mortos, os líderes italiano e alemão estão tentando promover um encontro entre Arafat e ministro das Relações Exteriores de Israel, ShimonPeres.Os representantes africanos na conferência exigiram que os países ocidentais se desculpem pela escravidão. "Seria uma promessa de que isso nunca mais aconteceria", disse o presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo.As informações são da Associated Press.

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