Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Órgãos federais exigem explicação de Roseana

A Justiça Federal, o Ministério Público e a Polícia Federal no Maranhão divulgaram nota nesta quinta-feira deixando claro que duvidam da versão apresentada pelo governo do Estado para justificar a operação de busca e apreensão da Polícia Militar, quarta-feira, num escritório do serviço de inteligência da PF, em São Luís.Os órgãos federais entendem que o caso precisa ser ?exaustivamente esclarecido? e estudam a possibilidade de abrir inquérito na própria PF para investigar a ação da PM maranhense. ?Não se mostra razoável acreditar que as Polícias Civil e Militar não dispusessem de informações sobre a atuação da Polícia Federal no imóvel objeto da busca e apreensão, já que dispõem de recursos materiais e humanos suficientemente adequados para identificar previamente o local e sua destinação?, diz a nota.Embora ninguém comente publicamente, dentro da PF existe a convicção de que a PM foi usada politicamente pela pré-candidata do PFL à Presidência, a governadora Roseana Sarney (PFL), em represália à corporação.?Acho tudo muito nebuloso?, disse o superintendente da PF no Maranhão, Augusto Serra Pinto, que assina a nota juntamente com o juiz federal de plantão na Semana Santa, José Carlos Madeira, e o procurador-chefe da República no Estado, Sergei Medeiros Araújo.Os três reuniram-se por mais de três horas, no fim da manhã, acompanhados de outros dois procuradores da República, um juiz federal e três delegados da PF para discutir o caso. Eles sustentam que a PM não teria competência para pedir um mandado de busca e apreensão e estranham a ausência da Polícia Civil na operação. A ação no escritório de inteligência foi feita a pedido da Polícia Militar, subordinada à governadora, e ocorreu 26 dias após a PF ter realizado ação semelhante de busca e apreensão na empresa Lunus, de propriedade de Roseana e do marido, Jorge Murad. Na Lunus os policiais federais encontraram R$ 1,34 milhão em dinheiro, cuja origem ainda não foi esclarecida. Murad pediu demissão e admitiu que o dinheiro era para a campanha da mulher.Às vésperas de deixar o governo, obedecendo ao prazo de desincompatibilização para disputar as eleições em outubro, ela luta para convencer o PFL a continuar na corrida presidencial. Tanto Roseana quanto o partido e seu pai, o senador José Sarney (PMDB-AP), que recentemente ocupou a tribuna do Senado em defesa da filha, acusam o governo federal e o PSDB de estarem por trás da operação da PF ? executada por ordem da Justiça Federal do Tocantins.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.