Ricardo Galhardo/Estadão
Ricardo Galhardo/Estadão

Organização internacional repudia ataques a jornalistas em cobertura de prisão de Lula

Repórteres Sem Fronteiras classificou as agressões como 'atentado grave à liberdade de imprensa'

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2018 | 20h31

A organização de defesa à liberdade de expressão Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou nesta segunda-feira, 9, as agressões contra jornalistas durante a cobertura da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pela Operação Lava Jato. A instituição condenou o comportamento de manifestantes como "intolerável" e pediu que as autoridades respeitem o trabalho da imprensa.

+ Seis jornalistas são agredidos em São Bernardo na cobertura da prisão de Lula, diz Abraji

No sábado, 7, ao menos oito jornalistas foram agredidos física ou verbalmente em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, informou a RSF. Outros ataques semelhantes foram registrados desde a quinta-feira, 5, quando foi decretada a ordem de prisão contra o ex-presidente.

"Os jornalistas brasileiros são injustamente tomados como alvo, vítimas da indignação dos manifestantes que os associam diretamente à postura editorial dos veículos para os quais trabalham. Se trata de um atentado grave à liberdade de imprensa, direito tão necessário nesses tempos turbulentos”, declarou Emmanuel Colombié, Diretor Regional do Escritório para a América Latina da Repórteres sem Fronteiras, segundo a organização.

+ Sindicato dos jornalistas liga agressões à linha editorial de empresas

O Brasil é um dos piores colocados no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa feito pela RSF - o País é o 103º, entre 180 avaliados.

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