Ordem no Congresso é baixar temperatura da crise política

Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fora do País, em viagem oficial à China, a ordem no Congresso é evitar polêmicas para baixar a temperatura da crise política criada na semana passada, em torno da proposta de reeleição para os postos de comando do Congresso."Esta semana é para baixar a poeira", resume o líder do governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (PT-SP). Temas que dividem a base governista, como o novo salário mínimo de R$ 260, só serão votados a partir da semana que vem, com Lula de volta ao Brasil. O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, diz que não há pressa de votar a medida provisória do salário mínimo, porque o prazo para o vencimento da MP ainda é longo. "O ambiente político já está desanuviado", insiste Rebelo. A idéia é deixar fora da pauta de votações do Congresso polêmicas que possam provocar a cizânia na base aliada do governo, mas nada de paralisar o Legislativo para isto. Propostas importantes e não-podêmicas serão votadas esta semana, como a que prevê desapropriação de terras onde houver trabalho escravo e o segundo turno, na Câmara, da emenda que acaba com 5 mil vagas para vereadores em todo o Brasil. No Senado, os parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) estarão ocupados com a votação da nova Lei de Falências, ao mesmo tempo em que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAS) estará discutindo a proposta que trata das parcerias do setor público com o privado (PPPs).

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