Orçamento de SP vai priorizar saúde e mobilidade urbana

Com uma receita estimada em R$ 188,9 bilhões, a área social ficou com R$ 85,9 bilhões, quantia R$ 8,3 bilhões superior ao inicialmente programado para 2013

Elizabeth Lopes , Agência Estado

01 de outubro de 2013 | 15h25

A área social, em especial a da saúde, e os projetos de infraestrutura, com destaque para a mobilidade urbana, foram as principais apostas do governo do Estado de São Paulo na proposta orçamentária do ano que vem. Com uma receita estimada em R$ 188,9 bilhões, a área social ficou com R$ 85,9 bilhões, quantia R$ 8,3 bilhões superior ao inicialmente programado para 2013.

Em entrevista exclusiva ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Julio Semeghini, disse que a peça orçamentária está na linha do que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) vem realizando nos últimos anos, com a aposta no social e nos projetos de infraestrutura.

Questionado se a prioridade para a área da saúde tinha alguma relação com a escolha do candidato petista - o ministro da Saúde Alexandre Padilha - para concorrer com Alckmin na disputa ao governo do Estado, nas eleições de 2014, Semeghini frisou: "Não é por causa da eleição que apostamos nesses setores-chave, é uma continuidade do trabalho de anos que estamos realizando para o desenvolvimento do Estado em vários segmentos."

O secretário disse estar certo que o orçamento 2014 vai beneficiar a população propiciando a implantação de projetos essenciais ao desenvolvimento de São Paulo. "Em 2014, teremos dois médicos (Alckmin é acupunturista), apaixonados pela saúde, disputando o Palácio dos Bandeirantes, será um grande embate", destacou.

O orçamento de São Paulo para 2014 é 9,2% maior do que o deste ano (R$ 173,4 bilhões) e o total de investimentos é de R$ 25 bilhões, 5,5% acima do previsto em 2013. O valor total de R$ 188,9 bilhões contempla uma arrecadação de R$ 122,8 bilhões de ICMS e R$ 13 bilhões de IPVA, levando em conta a expectativa de uma inflação de 5,5% e de um crescimento do PIB paulista de 2,5% para o ano que vem.

Os gastos com pessoal somam R$ 67,8 bilhões. "Os recursos equivalentes a mais de 74% da receita disponível do executivo estão compromissados com gastos de forte conteúdo social, em educação, saúde, segurança, cultura, habitação, mobilidade urbana e preservação ambiental", reitera o secretário. A área da saúde foi contemplada com R$ 18,8 bilhões.

Novos hospitais. Semeghini informou que, no próximo dia 10, o governo do Estado publicará o edital de uma PPP (Parceria Público-Privada) para a construção de três grandes hospitais, nas cidades de São José dos Campos e Sorocaba e outro na Capital. O projeto está avaliado em R$ 1 bilhão - já previstos no orçamento do ano que vem - e será 40% de recursos privados e 60% público. O orçamento prevê também o aporte de R$ 270 milhões do BID para a reestruturação de hospitais e unidades básicas de saúde, como o Hospital das Clínicas, além da construção de dois hospitais, nas cidades de Caraguá e Registro.

Para mobilidade urbana, os recursos do orçamento 2014 são de R$ 7,4 bilhões, com a previsão de expansão dos investimentos em transporte público, incluindo a expansão do Metrô. "São Paulo tem hoje 74 km de linhas de metrô e no final da atual gestão de Geraldo Alckmin, no ano que vem, teremos quase 100 km de linhas de metrô", destacou Semeghini. Outro projeto citado pelo secretário na área de transporte público são os projetos de PPP para o trem expresso na Região Metropolitana da Grande São Paulo e o sistema de veículo leve sobre trilhos na Baixada Santista.

O orçamento do governo de São Paulo para o a no que vem destina R$ 21,8 bilhões para a área da segurança pública. "Vamos assegurar o processo de valorização dos nossos policiais", destaca o secretário estadual de Planejamento de Desenvolvimento Regional. Para a área da educação, a destinação foi de R$ 38,7 bilhões. "É bom lembrar que o Estado sempre investe mais do que a lei determina em educação", diz Semeghini. Em habitação, a previsão é de R$ 2,2 bilhões. E em saneamento básico, a previsão é de R$ 4,3 bilhões.

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