Opositores pedem investigação sobre suposta prática de nepotismo em MG

Parlamentares acionaram o MPF horas depois de o governador nomear o filho de seu vice para a presidência da Gasmig, subsidiária da Cemig

ERICH DECAT, O Estado de S. Paulo

23 de janeiro de 2015 | 18h50

Brasília - O presidente do PSDB de Belo Horizonte, deputado estadual João Leite, e o vice-presidente estadual do DEM, deputado Gustavo Corrêa, apresentaram nesta sexta-feira ao Ministério Público Estadual (MPE), pedido de investigação de possível prática de nepotismo no governo estadual do PT.

O pedido ao MPE foi feito poucas horas depois de o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), nomear nesta sexta-feira, 23, a nova diretoria da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), substituindo o grupo ligado ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ocupava cargos na principal estatal mineira.

Filho do vice-governador Antônio Andrade (PMDB), o engenheiro Eduardo Lima Andrade Ferreira, de 33 anos, assumiu a presidência da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), controlada pela empresa de energia. Já para a Diretoria de Gestão Empresarial da Cemig, foi indicado Márcio Lúcio Serrano, que é pai do Secretário-Geral da governadoria, Eduardo Serrano.

Os partidos de oposição pedem o MPE que seja apurado se as nomeações configuram ato de improbidade administrativa, já que no entendimento dos opositores violariam os princípios da moralidade, impessoalidade, legalidade e igualdade, previstos na Constituição Federal de 1988, e a Súmula Vinculante nº 13, editada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2008.

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