Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Opositores do PT comemoram decisão do STF 

Para lideranças, o resultado do julgamento reforça o combate à corrupção e à impunidade no País

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

05 Abril 2018 | 01h00

BRASÍLIA - Líderes de partidos adversários do PT elogiaram na madrugada desta quinta-feira a decisão da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para essas lideranças, o resultado do julgamento reforça o combate à corrupção e à impunidade no País. 

Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT), a decisão mostra que Lula não está acima da lei. “Uma decisão em sentido contrário frustraria a sociedade e ressaltaria o sentimento de retrocesso no combate à impunidade”, afirmou Leitão em nota distribuída à imprensa. 

Em um julgamento que durou quase 11 horas, o Supremo decidiu negar habeas corpus pedido pela defesa de Lula para evitar a prisão do petista após a condenação em segunda instância no processo do triplex no Guarujá (SP). Seis ministros votaram contra a concessão do habeas corpus contra cinco a favor do ex-presidente. 

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O líder do PPS na Câmara, deputado Alex Manente (SP), por sua vez, afirmou que a decisão da Corte reforça o combate à corrupção e à impunidade no país. Ele disse, porém, que o placar apertado do julgamento mostra a necessidade de o Congresso Nacional votar proposta de emenda à Constituição (PEC) de sua autoria que deixa claro a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. 

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O líder do DEM na Casa, deputado Rodrigo Garcia (SP), foi na mesma linha e avaliou que a decisão do STF foi uma “clara demonstração de que a lei vale para todos e um passo muito importante no combate à impunidade”. Para ele, o resultado não interfere na disputa eleitoral, pois Lula já estava inelegível. “Independente de ser preso ou não, Lula não poderia candidatar-se. Ele já é ficha suja desde o momento que foi condenado em segunda instância”, disse.

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