Dida Sampaio/Estadão - 28.05.2015
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Opositores dizem que Cunha conduziu 'semestre de retrocessos'

Em resposta ao balanço do semestre apresentado pelo presidente da Câmara nesta quinta-feira, partidos elencaram pontos negativos da gestão do peemedebista, como manobras regimentais e suposta blindagem de depoentes na CPI da Petrobrás

Daniel Carvalho e Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2015 | 13h51

BRASÍLIA – Em resposta ao balanço do semestre apresentado na manhã desta quinta-feira, 16, pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), opositores ligados a PT, PSOL e PSB apresentaram uma outra avaliação e disseram que o peemedebista conduziu um processo de “retrocesso” na Casa.

Ao passo que Cunha afirma ter votado 53,8% mais proposições que seu antecessor, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), atual ministro do Turismo, e comemora aprovação de temas como redução da maioridade penal e reforma política, parlamentares contrários a ele apontaram uma série de críticas.

Na lista de pontos negativos elencados pelos deputados está o fechamento das galerias a manifestantes, a blindagem de depoentes que supostamente o comprometeriam na CPI da Petrobrás, as manobras regimentais para atender seus próprios interesses e a intenção de construir o “parlashopping” - um anexo à Câmara que, além de gabinetes, teria praça de alimentação e lojas.

Servidores e ocupantes de cargos comissionados insatisfeitos com Cunha também participaram do ato dos opositores no Salão Verde da Câmara. Eles protestaram contra a obrigatoriedade do ponto biométrico, que, na prática, obriga com que sigam o horário dos trabalhos em plenário.

“Cada vez mais gente fica perplexa com o comportamento do presidente, com a maneira autoritária de conduzir a Casa”, disse Alessandro Molon (PT-RJ). “Quem se fortalece com isso (postura adotada por Cunha) não é a Câmara. É única e exclusivamente ele”, afirmou o petista.

“Tem gente aí com encontro marcado com a Lava Jato e o jato pode ser forte”, disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Mais cedo, ao ser questionado sobre o protesto que seria feito pelos opositores, Cunha já havia qualificado a manifestação de "choro de perdedor". "Será então que sou ditador e todo mundo concorda com minha ditatura? Isso é choro de perdedor", afirmou o peemedebista. 

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