Oposições trocam farpas sobre o Orçamento

Um debate acalorado realizado no plenário da Câmara tornou evidente a divisão dos líderes da oposição em relação às negociações da proposta orçamentária de 2002. Com pronunciamentos marcados por insinuações e ironias, líderes do PT e do PDT deixaram no ar ressentimentos recíprocos.Depois de ouvir um discurso do deputado Babá (PT-PA), defendendo de maneira intransigente um reajuste do salário mínimo para R$ 220,00, o líder do PDT, Miro Teixeira (RJ), disse que estava aliviado porque tanto ele, quanto o líder do PC do B, Inácio Arruda (CE), tinham ficado "contristados" com uma nota da Broadcast, segundo a qual seus partidos tinham ficado isolados na discussão do Orçamento porque o PT já sinalizava um recuo em relação ao salário mínimo. O líder do PT na Comissão Mista de Orçamento, Virgílio Guimarães (MG), respondeu de maneira exaltada que não aceitava insinuações. "Não sei se o líder do PDT está refletindo aqui a posição do seu partido ou a sua", rebateu Guimarães, insinuando que Miro está isolado até mesmo dentro do PDT. O deputado petista enfatizou que seu partido tem discutido a proposta orçamentária de maneira solidária com os demais partidos de oposição, mas argumentou que um partido que pretende chegar ao governo tem que ter responsabilidade para entender que o País precisa ter o Orçamento votado. "O PT vai continuar lutando por um salário digno, decente, mas que permita também que o País seja administrado até que as oposições, incluindo o PDT, assumam as rédeas do País", afirmou Guimarães.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.