Oposicionistas do PMDB reúnem assinaturas para prévia

A ala oposicionista do PMDB, liderada pelo pré-candidato a governador de São Paulo Orestes Quércia, presidente estadual do partido, conseguiu reunir 255 assinaturas para convocar a convenção extraordinária que deve realizar-se no dia 3, com o objetivo de validar a prévia para a escolha do candidato a presidente. Eram necessários 173 nomes dos 514 membros da convenção. Foi uma vitória na batalha política com os governistas, que defendem a aliança com o PSDB para a disputa da Presidência. A prévia está marcada para o dia 17.O presidente nacional da legenda, deputado Michel Temer (SP), que decidirá sobre a convocação, disse, por meio da assessoria, que só se pronunciará sobre o caso quando receber e analisar a representação com as assinaturas. Mas, nos bastidores da sigla, é certo que Temer não aceitará o pedido.Nesta segunda-feira, um encontro na capital paulista reuniu líderes oposicionistas de 11 diretórios regionais da agremiação, entre eles o senador Roberto Requião (PR), o ex-deputado Paes de Andrade (CE) e membros de Goiás, Acre, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Santa Catarina e Rio. Segundo Quércia, os pemedebistas querem definir regras "mais claras" para a prévia e garantir a candidatura própria.A cúpula do PMDB reúne-se nesta terça-feira, informalmente, em Brasília, a fim de traçar uma estratégia para impedir a realização das prévias. Os caciques do partido defendem uma aliança com o PSDB do ministro da Saúde, José Serra, o mais cedo possível e, por isso, trabalham para sepultar as prévias.Nesta terça-feira,Temer encontra-se com o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcellos (PMDB), que foi convidado por Serra para ser candidato a vice-presidente na chapa tucana. Vasconcellos pretende, no entanto, responder se aceita ou não o convite do ministro da Saúde apenas no fim de março.Os governistas apostam que o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), será candidato à reeleição e, com isso, desistirá de disputar a prévias. Além de Itamar, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, também deu sinais de que não pretende prosseguir na luta pela candidatura a presidente. Assim, o único candidato a presidente seria o senador Pedro Simon (RS), eliminando a necessidade da prévia.

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