Oposição volta atrás e não obstruirá votação do Orçamento

PSDB e DEM avisam, no entanto, que suspenderam as negociações com o governo; votação será nesta 4ª

Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo,

12 de março de 2008 | 16h08

A oposição - DEM (ex-PFL) e PSDB - anunciaram nesta quarta-feira, 12, após reunião conjunta, a decisão de não obstruir a votação do projeto de Orçamento para 2008, que está prevista para esta tarde em sessão do Congresso (reunião conjunta da Câmara e do Senado). No entanto, os dois partidos avisam que suspenderam as negociações sobre o assunto com a base aliada do governo. A informação sobre a decisão foi anunciada pelos senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino (DEM-RN). Veja também:    Entenda o que é o Orçamento  Senado aprova criação da TV Brasil durante madrugadaSem acordo, governo mantém votação Para Lula, Congresso aprova Orçamento ainda esta semana  Bernardo diz que aprovação do Orçamento 'passou da hora' Os dois senadores informaram também que PSDB e DEM cumprirão o acordo feito na última terça com os governistas prevendo que será retirado do Orçamento o Anexo de Metas e Prioridades. Antes do encontro com o PSDB, a tendência entre os parlamentares do DEM era a de obstruir a votação desta quarta no Congresso.  Obstrução a posteriori  PSDB e DEM decidiram não atrapalhar a votação do Orçamento de 2008 mas, a partir de agora, não votarão nenhuma medida provisória até que seja aprovada a proposta de mudança nas regras de tramitação dessas medidas. Os líderes dos dois partidos reunidos deram prazo de 30 dias para que essas mudanças na tramitação de MPs sejam aprovadas em comum acordo pelos deputados e senadores.  "Se o governo quer aprovar suas medidas provisórias, que garanta sua maioria", afirmou o líder do DEM, senador José Agripino, ao dar a informação sobre a decisão dos dois partidos. Agripino disse que a partir desta quinta PSDB e DEM assumem sua nova posição. Outra decisão foi não aceitar nenhum requerimento de encerramento de discussão em plenário. O objetivo é evitar estratégias, como a adotada na sessão da última terça - que só terminou na madrugada desta quarta - pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá. Em meio às discussões sobre a MP que ampliava os poderes da Eletrobrás, Jucá apresentou um requerimento encerrando a discussão da MP da TV pública, o que permitiu a votação da medida provisória.

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