Oposição venezuelana pede justiça sobre mortes; Chávez promete eficiência

O líder da oposição da Venezuela, Henrique Capriles, pediu justiça neste domingo depois que três de seus ativistas foram mortos a tiros, enquanto o presidente Hugo Chávez prometeu maior eficiência do governo se ele ganhar as eleições marcadas para o próximo fim de semana.

ANDREW CAWTHORNE E EYANIR CHINEA, Reuters

30 de setembro de 2012 | 17h30

O país, com eleições no dia 7 de outubro, tem uma disputa eleitoral apertada, com tensões elevadas e, o episódio mais violento da campanha ocorreu no sábado, quando homens armados mataram três militantes pró-Capriles no estado de Barinas.

"Ontem, infelizmente, a violência tomou três vidas, algo assim nunca deve acontecer", disse Capriles em um vasto comício em Caracas, que parecia ser o maior de sua campanha.

"Eu quero dizer a suas famílias, e aos anjos no céu, que estamos caminhando para vencer a violência no dia 7 de outubro."

O partido de Capriles, o Primeiro Justiça, disse que os assaltantes haviam disparado a partir de uma van, que testemunhas identificaram como pertencentes a uma instituição do Estado, depois de partidários de Chávez bloquearam uma carreata oposição.

O governo não confirmou essa versão, mas prometeu uma investigação sobre o que chamou de um incidente isolado.

"Qualquer coisa que prejudique a paz e a estabilidade devem ser condenados", o chefe de campanha de Chávez, Jorge Rodríguez, disse.

Capriles tem criticado Chávez diariamente sobre os problemas como a criminalidade, blecautes e infraestrutura de má qualidade, o que recebeu uma resposta franca do presidente.

"Eficiência, que é uma das minhas promessas para o próximo período. Temos que corrigir as coisas," disse Chávez, de 58 anos, neste domingo.

Tudo o que sabemos sobre:
GERALOPOSICAOVENEZUELAMORTES*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.