Oposição vê queda de Rossi como reforço para pedido de CPI da Corrupção

Parlamentares de PSDB, DEM, PPS e PSOL buscam apoios na base para obter assinaturas

Eduardo Bresciani e Rosa Costa, da Agência Estado

17 de agosto de 2011 | 20h51

BRASÍLIA - A oposição enxerga na queda de Wagner Rossi do Ministério da Agricultura uma motivação extra para defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a corrupção. Parlamentares de PSDB, DEM, PPS e PSOL buscam apoios na base aliada para tentar alcançar as 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado necessárias para a CPI.

"A saída reforça a necessidade da CPI. Este assunto da Agricultura não é isolado e de pequena monta, existe um volume de alta extensão de corrupção no governo", disse o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira. O tucano descreveu o roteiro com a saída do ministro como "previsível" devido à constância de denúncias na pasta. "O volume de irregularidades, a extensão dos assuntos levantados e a proximidade das pessoas envolvidas com o ministro ocasionou inexoravelmente a saída", disse.

Agora independente, o líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), afirmou que a situação de Rossi ficou "insustentável" devido a denúncias envolvendo sua família. Vendo cair o primeiro ministro do PMDB, o líder do PR evitou tripudiar. "O PR não se alegra com infortúnio de ninguém", afirmou.

O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), entende o pedido de demissão do ministro da Agricultura como sendo "uma confissão de culpa". "É evidente que quem pede demissão aceita as denúncias como verdadeiras, suas respostas não foram suficientes, não convenceram", alega.

Para o líder, o conjunto de denúncias contra ele era "um peso enorme para o governo e a presidente carregarem e tornaram insustentável a sua permanência". Diz ainda que a saída de Rossi pode ser a "oportunidade" para a presidente Dilma Rousseff fazer uma reforma no governo, "não só de pessoas, mas também de modelo, pois o que está aí é promíscuo que envolve loteamento de cargos". Ele também defende uma reforma administrativa para enxugar a máquina administrativa, que entende ser "gorda demais e muito cara". "É evidente que quem pede de missão aceitas as denúncias como verdadeiras, suas respostas não foram suficientes, não convenceram."

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