Oposição vê necessidade de futuras reformas

A proposta de reforma da Previdência é vista como "superficial" e "cosmética", como a classificam os líderes oposicionistas deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) e senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). Eles consideram que depois do governo Lula, que pode durar quatro ou oito anos - se o presidente conseguir se reeleger -, necessariamente haverá uma terceira geração de reformas, até que o equilíbrio das contas da Previdência seja alcançado. Se a atual proposta for aprovada sem mais alterações, o equilíbrio entre contribuições e pagamento de benefícios somente será atingido dentro de 70 anos, quando os servidores que entrarem para o governo em 2038 começarem a se aposentar. O relator do projeto considera "lógico" que assim seja, porque, segundo o deputado José Pimentel (PT-CE), reformas dessa natureza precisam respeitar direitos adquiridos.Os cálculos do relator mostram que num período de 20 anos a União subsidia seus inativos com R$ 304 bilhões. Mantido o projeto, esse montante cairá para R$ 253 bilhões em duas décadas e com o fim da paridade de reajustes com os servidores da ativa e da aposentadoria integral, esse processo irá se acelerando até chegar ao equilíbrio em 2074. Na suposição de que os futuros governantes nada mais façam nessa matéria, os brasileiros precisarão de muita paciência para conviver com um sistema deficitário e que não contribuirá tão cedo para o equilíbrio orçamentário e fiscal do País.

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