Oposição vai recorrer ao MP contra Dilma e Erenice

PSDB e DEM entregam nesta terça três representações contra a ministra da Casa Civil e sua secretária

Cida Fontes, da Agência Estado,

01 de abril de 2008 | 13h39

O PSDB e o DEM vão entregar na tarde desta terça-feira, 1, ao Ministério Público, três representações contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e de sua secretária-executiva Erenice Guerra. Os dois partidos de oposição pedem o enquadramento da ministra nos crimes de responsabilidade, ameaça e quebra de sigilo funcional, no caso do vazamento de informações relativas aos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua mulher, Ruth Cardoso. As representações são assinadas pelos presidentes do PSDB, Sérgio Guerra e do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).   Veja também: CPI pede lista dos titulares que sacaram dinheiro com cartão CPI terá dados que complicam ministros de Lula e FHC Documento do TCU não sustenta versão sobre 'banco de dados' Planalto vai tirar Dilma da 'vitrine eleitoral' para 2010 Dossiê contra FHC foi decisão de governo CPI dos cartões: quem ganha e quem perde?  'Candidatura de Dilma em 2010 está morta', diz analista  Os ministros caídos  Entenda a crise dos cartões corporativos  IMAGENS: Os momentos de 'amor e ódio' de FHC e Lula    A ofensiva contra Dilma se deve à denúncia de existência de um dossiê, cuja iniciativa teria partido da Casa Civil, sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Erenice Guerra, secretária-executiva e braço direito da ministra, é suspeita de articular a produção dos papéis.   Nesta terça, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) defendeu na CPI dos Cartões Corporativos a participação de um parlamentar tucano em investigação feita pela Presidência da República sobre o vazamento do dossiê. Ele insiste em que a ministra seja convocada para depor em comissões permanentes do Senado sobre a denúncia da existência deste dossiê. "Muitas explicações têm que ser dadas pela ministra Dilma", argumentou.   Virgílio levantou a possibilidade de que requerimentos examinados pela CPI e rejeitados sob o argumento de quebra de sigilo sejam colocados em votação no Plenário do Senado.   Sindicância   A comissão de sindicância criada para identificar "o infiltrado" - como setores do governo chamam o funcionário responsável pelo vazamento para a imprensa do dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - começou a convocar os servidores que são alvo da investigação.   Um dos integrantes da comissão é o corregedor-geral substituto da Advocacia-Geral da União (AGU), Edimar Fernandes de Oliveira. Ele já atuou na sindicância que em 2004 investigou Waldomiro Diniz, homem de confiança do ex-ministro José Dirceu, flagrado cobrando propina do empresário de loterias Carlinhos Cachoeira. A comissão não chegou a conclusão alguma nem puniu Waldomiro.   A comissão é composta ainda pelo corregedor-geral-adjunto da União, Waldir João Ferreira da Silva Junior, e por Carlos Humberto de Oliveira, que é subordinado à ministra Dilma Rousseff e à sua secretária-executiva Erenice Guerra. A comissão tem 30 dias para apresentar resultado.

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