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Oposição vai ao STF para defender processo de impeachment na Câmara

Líder tucano, Carlos Sampaio, disse que não admite a tese de que caberia ao Senado decidir ou não pela continuidade do processo

Gustavo Aguiar, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2015 | 13h47

BRASÍLIA - Uma comissão de líderes da oposição esteve nesta terça-feira, 15, no gabinete do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para defender o trâmite do pedido impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. O líder tucano, Carlos Sampaio, disse que não admite a tese de que caberia ao Senado decidir ou não pela continuidade do processo.

Também compareceram à reunião os deputados Pauderney Avelino (DEM-AM), Mendonça Filho (DEM-PE), Bruno Araújo (PSDB-PE), Paulinho da Força (SD-SP) e Rubens Bueno (PPS-PR).

De acordo com Sampaio, o trâmite do processo é suficiente para garantir a legitimidade da decisão da Câmara sobre o pedido. “Nós temos uma comissão processante; temos um juízo de admissibilidade, com provas e defesa apresentada pela presidente; e depois, o processo é aprovado por 2/3 da Câmara. Para, ao final, essa decisão não valer nada e o presidente do senado simplesmente arquivar aquilo que foi aprovado? Isso não teria o menor sentido, a legislação seria incoerente se for aceito esse argumento”, defende Sampaio.

Bueno disse que a decisão do STF sobre o rito do impeachment não pode interferir no processo político. De acordo com o deputado, o ministro Fachin garantiu que irá distribuir ainda hoje aos colegas o teor do voto que será apresentado ao plenário amanhã.

A intenção do ministro é evitar um pedido de vista e, com isso, suspender o julgamento sobre o caso. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello não teria aceitado receber o documento antes do julgamento.

Lava Jato. O deputado Paulinho da Força comentou a operação da Polícia Federal que cumpre 52 mandados de busca e apreensão no âmbito da Lava Jato, inclusive na residência oficial do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB - RJ). A operação ocorre na véspera do julgamento no STF que pode suspender o encaminhamento dado por Cunha ao processo.

De acordo com Paulinho, a operação desta terça foi "uma armação feita em Curitiba". "Estamos numa guerra, mas o impeachment (de Dilma) continua mais forte do que nunca"

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