Oposição vai à Justiça tentar acesso a gasto com cartão

Diante da maioria esmagadora do governo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões Corporativos, os partidos de oposição traçaram uma nova estratégia e vão para a Justiça com o objetivo de tentar ter acesso às informações de gastos com cartões de crédito e contas tipo B (abertas em nome de funcionários públicos federais para pagar despesas por meio de saques ou emissão de cheques) do governo. A oposição desistiu da idéia de abandonar a CPI e quer expor a administração federal, deixando claro que não há interesse em investigar eventuais desvios de recursos públicos."Qualquer caminho lícito é válido: o judicial, o administrativo, o questionamento da postura adotada pelo governo para impedir a investigação", resumiu o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos integrantes da comissão. "Vamos mostrar que há um procedimento que não quer investigar e, então, vamos recorrer à Justiça", afirmou o deputado Vic Pires Franco (DEM-PA). A oposição só deverá, no entanto, ir ao Judiciário depois do depoimento do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Jorge Félix, marcado para o dia 8. A idéia é entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo as auditorias feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas despesas com cartões e contas tipo B das gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A maioria folgada do Poder Executivo na CPI ficou evidente ontem, com a derrota do requerimento de convocação da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para explicar o suposto dossiê de gastos da família de Fernando Henrique com verbas oficiais.

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