Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Oposição tenta derrubar sessão da comissão do impeachment por falta de quórum

Com apenas dois senadores da base aliada presentes, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) sugeriu que as testemunhas de defesa fossem ouvidas na próxima sessão

Isabela Bonfim e Bernardo Caram, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2016 | 15h17

BRASÍLIA - Após o depoimento do ex-ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, uma confusão tomou conta da comissão especial do impeachment quando os senadores da oposição tentaram derrubar a sessão por falta de quórum. A sessão estava esvaziada, com apenas cinco senadores.

Gleisi Hoffmann (PT-PR) sugeriu que a sessão fosse encerrada e que as testemunhas da defesa fossem ouvidas na próxima sessão. No momento, apenas os senadores José Medeiros (PSD-MT) e Waldemir Moka (PMDB-MS) representavam a base de Michel Temer.

O presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), não aceitou os questionamentos de quórum e alegou que a sessão não precisava de mais senadores, porque não se tratava de sessão deliberativa, com votações. Para reagir contra a oposição, os senadores acionaram outros colegas para voltarem para a comissão. Com a chega de mais senadores, a confusão se intensificou. 

Entre gritos e acusações, o senador Medeiros rebateu Lindbergh Farias (PT-RJ). "O Brasil está vendo o senhor querendo derrubar a sessão para ir ao aniversário da filha", disse. Lindbergh retrucou que não poderia ir mais e que já havia perdido o voo.

Em pé, os senadores rodearam Raimundo Lira mostrando o regimento. Por fim, com ânimos mais calmos, os senadores retomaram a reunião e a sugestão de interromper a sessão não foi aceita. A próxima testemunha a ser ouvida pela comissão será o ex-ministro da Educação, José Henrique Paim Fernandes.

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