Andre Dusek/AE
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Oposição tenta acordo hoje para indicação de nomes da CPI

DEM cogita ceder uma das duas vagas ao PSDB, que tentará emplacar o senador Álvaro Dias na presidência

Agência Brasil,

20 Maio 2009 | 16h15

O DEM e o PSDB tentarão, ainda nesta quarta-feira, 20, fechar acordo para escolha de seus representantes na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Como tem maior bancada, cabe ao DEM duas das três vagas no bloco da minoria. No entanto, o partido admite ceder uma das vagas aos tucanos, caso a oposição venha a indicar o presidente da CPI num eventual acordo com a base governista.

 

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O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), informou que conversará nesta tarde com o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), para tentar amarrar as indicações do bloco. Guerra destacou que o apoio da bancada numa indicação para a presidência da comissão será para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento de criação da CPI.

 

Ele disse, no entanto, que não vê problemas em uma eventual troca desse cargo com o DEM para ter mais uma vaga na comissão. "Nosso candidato é Álvaro Dias, mas não afastamos a hipótese de apoiar o candidato do DEM", disse Guerra.

 

No caso de vir a indicar o presidente da comissão, o escolhido do DEM seria o senador Antonio Carlos Júnior (BA). Com as indicações do PMDB e do bloco de apoio ao governo ainda estão indefinidas, o senador baiano tem sido cauteloso em suas avaliações.

 

Antonio Carlos Júnior defendeu cautela, por exemplo, na investigação de denúncias de sonegação de impostos pela Petrobras, que teria deixado de recolher R$ 4,38 bilhões em tributos depois de ter alterado suas regras contábeis. "Eu li a instrução normativa da Receita Federal, e ela têm brechas. Se for o aproveitamento de uma dessas brechas, o assunto está morto. Se for sonegação, é outra coisa", disse o parlamentar.

 

Para o senador, os trabalhos da CPI têm de ser conduzidos sem qualquer tipo de "pirotecnia". Ele lembrou que, com o início dos trabalhos, cabe ao presidente da comissão parlamentar estabelecer etapas para que não haja qualquer tipo de atropelo nos trabalhos, ainda estão indefinidas. "Primeiro, analisam-se os fatos e, à medida que formos descobrindo as coisas, vamos deliberando", afirmou .

 

Na base aliada, no entanto, a divisão do comando da CPI com a oposição é tratada como uma segunda etapa. Para o PMDB e o bloco de apoio ao governo, a prioridade agora é definir seus titulares e suplentes na comissão. Os líderes têm até terça-feira, 26, para indicar seus representantes. Passado esse prazo, caso algum partido não faça as indicações, caberá ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), definir os nomes que faltarem.

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