Oposição tem que assumir prejuízos sem CPMF, diz Temporão

Ministro da Saúde diz que fim do tributo comprometeu série de políticas, especialmente o PAC da Saúde

Fabio Graner, de O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2008 | 13h11

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta quinta-feira, 17, ao deixar o ministério da Fazenda, que a oposição tem que assumir a responsabilidade política pelo fim da CPMF e os prejuízos que ela causa para a gestão da Saúde. Segundo ele, a eliminação do tributo comprometeu uma série de políticas públicas no setor, especialmente as definidas no PAC da Saúde, que previa, entre outras medidas, o reajuste da tabela de serviços e procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), cujo impacto fiscal é de R$ 1,5 bilhão. "A oposição tem que assumir o ônus político", disse Temporão.  Segundo ele, sem a CPMF o ministério ficou sem os recursos adicionais de R$ 4 bilhões para o PAC da Saúde neste ano e de R$ 24 bilhões no período de quatro anos. Temporão afirmou que na reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não obteve nenhum aceno de recursos adicionais. "O ministro Mantega me serviu água, muita simpatia, mas não me acenou nada", afirmou Temporão.   Ao ser questionado sobre o que Mantega teria proposto para ressarcir as perdas da Saúde pelo fim da CPMF, Temporão respondeu: "Ele propôs que nós meditemos e que nos debrucemos sobre as contas e trabalhemos. Mas hoje, a resposta que saio daqui é de que não há mais recursos financeiros. Não há dinheiro novo".

Mais conteúdo sobre:
José TemporãoCPMF

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.