Oposição suspende obstrução e diz ter votos para barrar CPMF

PSDB e DEM calculam ainda que prazo está apertado e votação em 1º turno deve acontecer em 27 de dezembro

Cida Fontes, do Estadão

27 de novembro de 2007 | 14h21

Em reunião encerrada nesta terça-feira, 27, os senadores do PSDB e do DEM (ex-PFL) decidiram suspender a estratégia de obstruir as votações no plenário do Senado e cumprir os prazos regimentais para a tramitação e votação da emenda que prorroga até 2011 a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Os dois partidos calculam ter os votos necessários para derrubar a prorrogação do tributo.  Juntos, o DEM e o PSDB têm 27 votos, número que subiria para mais de 30 com os dissidentes da base governista, como o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que esteve no encontro. Neste quadro, o governo não conseguiria atingir os 49 votos entre os 81 senadores para aprovar a medida. Por isso, os dois partidos mudaram de posição e agora querem votar logo a CPMF.  O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), previu que, obedecendo-se todos os prazos regimentais, a votação da CPMF em primeiro turno no Senado não se dará antes do dia 27 de dezembro, o que, pelo seu raciocínio, poderá levar a votação em segundo turno para 2008, caso o Congresso seja autoconvocado.  Veja também: Entenda a cobrança do imposto do cheque  Em manobra pela CPMF, base obstruirá votação na Câmara  Virigílio acrescentou que os dois partidos analisarão o quadro diariamente. "Agora, o governo entra na fase da chantagem para conseguir mais votos", disse o líder do PSDB. Com a decisão, o DEM, que estava mais inclinado a apressar a votação, aceitou as ponderações feitas pelo PSDB. "Não vamos impor um calendário ao governo", anunciou Agripino, acrescentando que, pelas avaliações feitas na reunião, a oposição teria mais de 33 votos contrários à prorrogação da CPMF. Os senadores dos dois partidos decidiram agir no sentido de garantir e consolidar esses votos para o caso de o governo tentar apressar a votação da emenda. "O governo só vota quando quiser", observou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Com isso, os senadores decidiram que não farão pressões por uma antecipação do processo de votação. A informação foi divulgada pelos líderes do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), e do DEM, senador José Agripino (RN), após a reunião das bancadas de senadores dos dois partidos, que somam 27 parlamentares. Para aprovar a CPMF, o governo precisa de 49 votos no Senado Federal.    Participou da reunião também o senador do PMDB Jarbas Vasconcellos (PE), que também é contrário à prorrogação da vigência da CPMF."Vamos agir com racionalidade. Uma coisa é ser impetuoso. Outra é não deixar de ser cauteloso. Quando acharmos que é hora de prorrogar a votação, tudo bem", disse Virgílio.   Estratégia da base aliada  Os partidos da base do governo anunciaram, em reunião com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e líderes partidários que vão obstruir a votação no plenário da Câmara para evitar que as medidas provisórias sigam para o Senado e atrapalhem a votação da proposta que prorroga a cobrança da CPMF até 2011.  Na pauta da Câmara há cinco Mps que estão trancando a pauta e, assim que forem votadas pelos deputados passarão a trancar a pauta do Senado atrasando a tramitação da CPMF.  da base do governo anunciaram, em reunião com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e líderes partidários que vão obstruir a votação no plenário da Câmara para evitar que as medidas provisórias sigam para o Senado e atrapalhem a votação da proposta que prorroga a cobrança da CPMF até 2011.  Na pauta da Câmara há cinco MPs que estão trancando a pauta e, assim que forem votadas pelos deputados passarão a trancar a pauta do Senado atrasando a tramitação da CPMF.  Texto ampliado às 16h40     

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