Oposição se recusa a discutir reforma tributária

'Esse é um assunto para o próximo governo. Esse assunto já morreu', diz o Paulo Bornhausen, vice-líder do DEM

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

23 de junho de 2009 | 13h13

Pela segunda vez consecutiva, os líderes de oposição não participarão da reunião com representantes do governo para discutir a proposta de reforma tributária. Os líderes do DEM, do PPS e do PSDB foram convidados para participar da reunião na liderança do governo na Câmara com o secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscal do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, mas anteciparam que não irão ao encontro. "Esse é um assunto para o próximo governo. Esse assunto já morreu", afirmou o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), vice-líder do DEM na Câmara.

Na semana passada, os três partidos também se negaram a participar de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir a proposta do relator da reforma, Sandro Mabel (PR-GO). O líder da bancada, Ronaldo Caiado (DEM-GO), também não estará presente. A oposição não quer votar a proposta de Mabel e vai obstruir as votações, caso o projeto chegue ao plenário.

Bornhausen afirmou que a reforma tributária como está a proposta abre caminho para a recriação do imposto do cheque, ao permitir que esse tipo de tributo possa ser instituído por lei ordinária e não por proposta de emenda constitucional, como é atualmente. A reunião da oposição com Appy, com Mabel e com o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), esta marcada para a tarde de hoje.

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