Oposição rejeita correção de 17,5% no IRPF

Os líderes dos partidos de oposição na Câmara rejeitaram a proposta de reajuste de 17,5% na tabela de alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física, acertada entre os líderes governistas. Os líderes do PT, Walter Pinheiro (BA), e do PPS, Rubens Bueno (PR), disseram, logo após reunião do colégio de líderes na residência oficial do presidente da Câmara, que na sessão de hoje à tarde a oposição irá defender um reajuste de 35,29%, aprovado nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça. Eles consideraram que houve um rompimento do acordo entre a oposição e os líderes do PMDB e do PFL, que haviam se comprometido em defender um reajuste de 20%. O vice-líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PPB-PR), disse que o presidente Fernando Henrique Cardoso considera que a proposta mais adequada do ponto de vista social e da progressividade tributária seria aquela apresentada ontem, que aumenta o desconto padrão da declaração de ajuste de 20% para 25% da renda tributável, estabelecendo como limite o valor de R$ 10 mil (hoje é de R$ 8 mil). O presidente considera melhor a proposta do governo e que, somente depois de aprovada a proposta orçamentária e o projeto de reajuste do Imposto de Renda, é que o governo irá avaliar a melhor solução para equacionar os gastos autorizados com as estimativas de receitas. "Seria mais fácil para o presidente vetar um reajuste de 35% do que de 17,5%", disse Barros. De qualquer forma, está decidido que a votação do projeto que corrige a tabela ocorrerá no dia de hoje, e que o problema será transferido para o Senado.

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