Ed Ferreira/AE
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Oposição reivindica mais uma vaga na CPI da Petrobras

Em plenário, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou o pedido do líder do PSDB, Arthur Virgílio

Leonardo Goy, de O Estado de S. Paulo,

20 de maio de 2009 | 18h41

Os ânimos entre a oposição e o governo esquentaram nesta quarta-feira, 20, por conta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Nesta quarta-feira, 20, após sair de reunião com sua bancada, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), reivindicou que o partido tenha direito a mais um assento entre os titulares da comissão - hoje os partidos de oposição (DEM e PSDB) têm direito a apenas três titulares e dois suplentes.

 

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A leitura feita por Virgílio é de que, na época da diplomação dos senadores, em 2006, o PSDB tinha mais um senador, o que garantiria mais uma vaga na CPI. Em plenário, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou o pedido e disse que, pelo regimento da Casa, o critério da diplomação só vale para definir a proporcionalidade em comissões permanentes. Para comissões provisórias, como é o caso da CPI, o que valeria é a situação atual da bancada.

Pouco depois, Virgílio se irritou ao receber um dos panfletos que será distribuído na quinta-feira, 21, na manifestação das centrais sindicais contra a CPI. O senador, então, anunciou que o PSDB entraria em obstrução na pauta de votações. O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), afirmou que é um direito da oposição obstruir a pauta. "Mas não é isso que vai nos convencer. Queremos fazer uma CPI responsável", disse o senador.

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