Oposição questiona governo sobre saída de Lima Neto

Os partidos de oposição - PSDB, DEM e PPS - afirmaram hoje, em nota, que não tem credibilidade a versão do governo sobre a demissão de Antonio Francisco Lima Neto da presidência do Banco do Brasil (BB) "uma vez que não faz referência ao trabalho que estava sob responsabilidade do servidor". No comunicado em que anunciam que pedirão a convocação do Congresso de Lima Neto e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, as três legendas lançam suspeitas sobre a ação do BB em torno de vários aspectos da Medida Provisória (MP) 443, que autorizou o BB e a Caixa Econômica Federal (CEF) a adquirirem carteiras de outras instituições financeiras.

NÉLIA MARQUEZ, Agencia Estado

08 de abril de 2009 | 16h46

De acordo com a nota, com a MP 443 o governo "abriu a porta dos negócios sem transparência e, em decorrência, sem qualquer fiscalização nas duas instituições". Os três partidos consideram também que "não é bom" que os bancos públicos realizem negócios sem licitação com instituições financeiras. Além disso, consideram que as regras "frouxas" para transações do Estado definidas pela MP 443 estão em desacordo com "o princípio da probidade administrativa, princípio da Constituição que busca garantir a isenção e a impessoalidade do Poder Executivo no trato com a coisa pública".

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