Oposição quer votar Código Florestal na semana que vem

A oposição vai insistir em votar na próxima terça-feira o projeto do novo Código Florestal. O líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), já encaminhou um pedido formal à Mesa da Câmara para a realização de uma sessão extraordinária para votar a proposta.

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

13 de maio de 2011 | 17h06

O requerimento precisa ser votado pelo plenário da Casa. O governo só permitirá a volta do projeto à pauta quando houver segurança de vitória, segundo afirmou o líder governista, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Na próxima semana, Vaccarezza quer votar medidas provisórias.

O governo conseguiu suspender a votação do Código Florestal na madrugada de ontem, para evitar a derrota iminente de parte do texto do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). As dissidências espalhadas nos partidos da base e a oposição somavam votos suficientes para derrotar o governo.

"Vaccarezza descumpriu o acordo que fez conosco de votar o projeto na quarta-feira passada. Se ele mantiver a intenção de votar medida provisória, vou considerar rompimento total. Vamos ao extremo", disse ACM Neto. "Podemos até não conseguir votar o Código Florestal na próxima semana, mas não há chance de votar medida provisória. Vamos para a guerra total", completou. O adiamento da votação do Código, patrocinado pelo governo, pode levar a uma paralisia na Câmara.

O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), também vai insistir na votação. "Há um acordo em torno disso. O governo não pode simplesmente querer inverter a ordem das matérias porque sua base está desalinhada", disse o líder tucano. O presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), também vai trabalhar, a partir de segunda-feira, para a votação do projeto.

"Vamos reorganizar a tropa, sem fechar as portas para o diálogo", disse. "Foi um vexame para o governo, para o líder do governo e para os líderes dos partidos da base que transmitiram às bancadas que haveria votação. Há uma sensação entre os deputados de submissão. Tudo tem limite", afirmou Mendes.

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