Oposição quer retomar CPI no Senado

A oposição decidiu fazer uma contra-ofensiva com o objetivo de restabelecer a CPI da Corrupção, que foi arquivada ontem, depois da retirada de assinaturas de 20 parlamentares da base governista. O líder do bloco da oposição no Senado, José Eduardo Dutra, e o líder do PT na Câmara, Walter Pinheiro, anunciaram hoje duas providências a serem tomadas pela oposição. A primeira delas é informar ao presidente do Senado, Jader Barbalho, que a oposição vai reiniciar a coleta de assinaturas entre os senadores, utilizando-se do mesmo requerimento apresentado à Mesa, já que no Senado o número de assinaturas não foi alterado. A segunda ação é apresentar uma questão de ordem no plenário, argumentando que com base no artigo 244 do regimento do Senado, o mesmo utilizado por Barbalho para a retirada das assinaturas, a oposição quer a devolução do requerimento. De acordo com o parágrafo único do artigo, quando o requerimento fica sem o número suficiente de assinaturas ele tem que ser devolvido. Primeira adesãoA decisão do bloco de oposição, de reiniciar a coleta de assinaturas no Senado em favor da CPI da Corrupção já recebeu uma primeira adesão: o senador Casildo Maldaner (PMDB-SC). Ele informou que, em tese, deve seguir a mesma linha adotada no requerimento que foi arquivado, assinando o requerimento. Casildo propôs, no entanto, que alguns temas incluídos na CPI sejam revistos no âmbito da investigação. A idéia central de fazer as investigações com transparência deve ser seguida, observou o senador. Primeira vítimaA operação do governo para desmontar a CPI da Corrupção fez sua primeira vítima. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu expulsar o deputado Cornélio Ribeiro (RJ) por ter retirado sua assinatura do requerimento que pedia a criação da CPI. A expulsão foi solicitada pelo líder do partido na Câmara, Eduardo Campos (PE). O pedido de expulsão é subscrito também pelo presidente nacional do partido, Miguel Arraes, e pelo governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. Campos adiantou que a decisão política para a expulsão já está tomada, faltando apenas os trâmites legais internos para efetivá-la.

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