Oposição quer ouvir assessores de Negromonte

Integrantes dos partidos de oposição reúnem-se hoje para armar uma estratégia de convocação do ministro das Cidades, Mario Negromonte (PP), para depor no Congresso. Antes do ministro, os oposicionistas pretendem ouvir os envolvidos no escândalo da fraude do documento que abriu caminho para a aprovação de projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá, encarecendo em R$ 700 milhões a obra de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014.

AE, Agência Estado

29 de novembro de 2011 | 08h17

Na reunião de lideranças do PPS, do PSDB e do DEM, prevista para hoje, a oposição vai acertar os detalhes para trazer diretora de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luiza Gomide Vianna, e o chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto. Na semana passada, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que Luiza mudou o parecer que vetava uma alteração defendida pelo governo de Mato Grosso. A mudança foi feita a pedido de Cássio Peixoto.

A troca aumentou o custo do projeto em R$ 700 milhões, atingindo R$ 1,2 bilhão. A oposição também quer ouvir Higor Guerra, analista de infraestrutura do Ministério, cujo parecer que rejeitava a troca do BRT pelo VLT foi fraudado para permitir a implantação de sistema em Cuiabá. "Primeiro queremos ouvir todos os envolvidos para depois ouvir o ministro", explicou o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).

A ideia é tentar aprovar o depoimento dos envolvidos no episódio e do ministro Negromonte na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. A oposição teme, no entanto, encontrar dificuldades. Antes a comissão era presidida por um deputado oposicionista, Sergio Brito (BA), que deixou o DEM e foi para o PSD. Agora, passou a ser presidida pelo governista Filipe Pereira (PSC-RJ). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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