Oposição quer manobra conjunta pela saída de Sarney

Inconformada com a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para manter José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado, a oposição volta ao Congresso hoje disposta a organizar uma ação conjunta para reagir ao Palácio do Planalto e desestabilizar o peemedebista. ?O DEM não se dá por vencido diante da interferência do Lula. Vamos continuar defendendo a licença de Sarney?, disse o líder do partido, José Agripino (RN). Além de mobilizar a própria bancada, ele vai sugerir ao PSDB, ao PDT e a dissidentes de partidos da base governista que se reúnam para acertar uma tática comum que comece ?centrando fogo? na instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

AE, Agencia Estado

06 de julho de 2009 | 08h13

A avaliação geral é de que a gravidade da situação não comporta movimentos individuais e de que cabe aos partidos dar o primeiro passo. A oposição planeja uma ofensiva para criar o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) aposta que não será difícil mobilizar os insatisfeitos, porque o desconforto é grande até no PT. ?A partir desta semana, haverá um movimento dos senadores que não aceitam o comando de Sarney?, prevê o pedetista.

?Tudo é legítimo se o objetivo for salvar o Senado?, diz o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), certo de que a crise vai continuar, a despeito da intervenção do Planalto para manter Sarney. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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