Celso Junior/AE - 16/07/2011
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Oposição quer explicações do ministro dos Transportes na Câmara

Aditivos nos contratos cresceram 154% quando Passos esteve à frente da pasta, em 2010

Vannildo Mendes, da Agência Estado

18 de julho de 2011 | 19h46

BRASÍLIA - A oposição quer que o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, explique ao Congresso por que o número de aditivos nos contratos cresceu 154% no período em que ele esteve à frente da pasta, em 2010, no final do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Requerimento de convocação será protocolado na Comissão Representativa do Congresso pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP).

Segundo notícia publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, só nos primeiros seis meses de 2009, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assinou 53 termos aditivos que ampliaram o valor dos seus contratos em R$ 309 milhões. No mesmo período de 2010, quando Passos respondia pelo ministério com a desincompatibilização de Alfredo Nascimento para disputar o governo do Amazonas pelo PR, a quantia liberada a mais com os aditivos somou R$ 787 milhões.

Em outro requerimento, o PSDB vai solicitar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) inclua nas investigações os contratos assinados pelo Dnit com a Construtora Araújo Ltda, que pertence à esposa do diretor executivo do Dnit, José Henrique Sadok de Sá, afastado do cargo. Segundo notícia publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, os contratos somam R$ 18,9 milhões.

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