Oposição quer estratégia para furar bloqueio do governo na CPI

Principais líderes se reúnem em almoço com a presidente da comissão e discutem criação de CPI só no Senado

CIDA FONTES, Agencia Estado

02 de abril de 2008 | 14h10

Em mais uma tentativa de montar uma estratégia para furar o bloqueio do governo na CPI dos Cartões os principais líderes dos partidos de oposição se reuniram em almoço com a presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). Uma das idéias é a criação de uma CPI exclusiva no Senado, onde o PSDB e o DEM teriam mais espaço para aprofundar as investigações.  Veja também: Governo usa 'rolo compressor' e oposição ameaça com nova CPIOposição não dá trégua e quer enquadrar Dilma na ProcuradoriaCPI terá dados que complicam ministros de Lula e FHCDocumento do TCU não sustenta versão sobre 'banco de dados' CPI dos cartões: quem ganha e quem perde?  Entenda a crise dos cartões corporativos A CPI mista que está em curso dá vantagem ao governo, que controla a maioria e impede a aprovação de todos os requerimentos de parlamentares oposicionistas. "Vamos passar em revista todos os itens", afirmou nesta quarta-feira o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), que participa do encontro. Caso dossiê O presidente do Senado, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou que não precisará consultar os demais integrantes da Mesa Diretora para decidir qual encaminhamento dará aos requerimentos de convocação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, apresentados pelo líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM).  "Neste caso, por ser um caso específico, o presidente (do Senado) representa o Poder Legislativo e não precisará levar os requerimentos à Mesa", justificou Garibaldi.  Virgílio entrou com os requerimentos para que Dilma preste esclarecimentos no plenário sobre o levantamento dos gastos com cartões corporativos do governo Fernando Henrique Cardoso. Em outros dois pedidos, o senador pede que a ministra compareça à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e à Comissão de Fiscalização e Controle. Embora seja do partido aliado do governo, Garibaldi nega favorecimento na decisão sobre a convocação de Dilma. O presidente do Senado informou que, depois de protocolados os requerimentos, dará a eles o encaminhamento previsto na Constituição e no Regimento do Senado.  "Ninguém pensa que eu vá dar uma resposta que não seja validada na lei", afirmou. A primeira coisa a fazer, assim que os requerimentos forem protocolados, disse, será ouvir a Consultoria Jurídica do Senado.

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