Oposição quer discutir leis assinadas por Anastasia

Em uma solenidade que não contou com a presença do governador Antonio Anastasia (PSDB), os 77 deputados estaduais eleitos ou reeleitos tomaram posse na tarde de hoje na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Embora o governo estadual mantenha ampla maioria na Casa, a oposição conseguiu ganhar espaço em relação à última legislatura e anunciou a formação de um bloco com 23 parlamentares do PT, PMDB, PC do B e PRB.

EDUARDO KATTAH, Agência Estado

01 de fevereiro de 2011 | 18h25

No segundo mandato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), a ala oposicionista não passou de 16 deputados. O governo tentava atrair o PMDB para sua órbita, mas o partido, mesmo dividido, decidiu aderir à oposição depois de não ter sido contemplado com cargos no primeiro escalão e de ficar sem a primeira secretaria da Assembleia, entregue ao PTB.

Para o líder da minoria, deputado Antônio Júlio (PMDB), a decisão peemedebista foi pautada pela "coerência". "O PMDB não podia nem aceitar convite para participar do governo. Nós disputamos a eleição e perdemos", destacou. "Espero que o Anastasia seja um grande governador. Mas não vamos permitir que faça e tenha o mesmo comportamento do governo passado. Precisamos voltar a fazer política em Minas Gerais".

A primeira investida da oposição é mobilizar segmentos da sociedade e convidar a secretária de Planejamento e Gestão (Seplag), Renata Vilhena, para discutir a edição, pelo Executivo, de leis delegadas, como as que criaram novas secretarias de Estado e mais 1.314 cargos comissionados até 2014.

"Precisamos discutir esse procedimento, que julgamos autoritário", afirmou o líder do bloco oposicionista, deputado Rogério Correia (PT). A intenção do PT é manter em Minas a aproximação com o PMDB, principal partido aliado do governo Dilma Rousseff. "Queremos que esse bloco represente aqui em Minas Gerais também os anseios do governo da presidente Dilma", falou Correia.

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