Oposição quer discutir conteúdo antes de votar reformas

Tão logo as reformas da Previdência e tributária chegarem ao Congresso, o governo terá de se empenhar para conquistar o apoio dos partidos de oposição e tentar trazer definitivamente para sua base o PMDB. Sem maioria na Câmara nem no Senado, os votos do PSDB e do PFL, assim como dos peemedebistas, são essenciais para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consiga aprovar em tempo recorde as reformas constitucionais. Os partidos de oposição já avisaram que deverão votar favoravelmente às propostas do governo. Mas querem antes ver o conteúdo das reformas."Queremos ver o que o governo vai mandar. Somos um partido que tem responsabilidade com o Brasil e não como o PT, que já revelou ter um projeto de poder acima do País", disse o presidente nacional do PSDB, José Aníbal. "O PSDB vai votar com responsabilidade. Na oposição não se deve fazer bravata e sim votar a favor das propostas", afirmou o secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, Arnaldo Madeira (PSDB).Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), a base aliada ao Palácio do Planalto conta hoje com 253 deputados. Número bem inferior aos 308 votos necessários para aprovar uma emenda à Constituição. Daí o empenho do governo para obter o apoio dos partidos de oposição. Além disso, os líderes aliados terão de se esforçar para convencer os deputados da base a votar a favor das propostas de emenda à Constituição. Parte do PT, do PSB e do PC do B são contra alguns pontos, como a criação de contribuição previdenciária para os servidores públicos.

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