Oposição quer apurar ligação entre Gilberto Carvalho e advogada

Parlamentares querem investigação sobre relação de ministro com Christiane de Oliveira, ligada a Durval Barbosa

Rosa Costa, da Agência Estado

14 de fevereiro de 2012 | 15h39

* Atualizado às 20h45 de 15/02/2012

 

BRASÍLIA - A oposição na Câmara dos Deputados e no Senado decidiu hoje investir em duas frentes para investigar a relação entre o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e a advogada Christiane Araújo de Oliveira, ligada ao delator do esquema de corrupção no Distrito Federal, Durval Barbosa.

 

O líder do PSDB, deputado Bruno Araujo (PE), informou que na Câmara os parlamentares vão representar contra Carvalho na Comissão de Ética Pública da Presidência da República. "Esperamos que a comissão aprecie o processo e fale sobre a troca de e-mails entre a senhora Christiane e o ministro de Estado", informou, referindo-se aos dados da reportagem da revista Veja que mostra a proximidade da advogada com Carvalho.

 

Na época, em 2009, Carvalho era chefe do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A advogada também teria se relacionado com o então advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E essa proximidade, segundo a revista, teria resultado na recondução de Leonardo Bandarra, ligado a Barbosa, ao cargo de procurador-geral da Justiça do DF. Os e-mails mostram o pedido de Christiane para manter Bandarra no cargo e a iniciativa do ministro em atendê-la.

 

Já no Senado, o líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), informou que a oposição fará uma representação ao Ministério Público Federal contra Gilberto Carvalho. "É necessário a abertura de um inquérito civil público para apurar o ato de improbidade administrativa", afirmou. Sobre o ministro Toffoli, o líder afirmou que os fatos apontados pela revista Veja estão sendo apurados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, segundo a própria revista. "Por enquanto é um problema interno do STF, que deve tomar as providências, se assim entender".

 

Demóstenes rebateu a acusação de governistas de que, para a oposição, "quanto pior, melhor". "Isso é ignorância, nós apostamos no futuro do Brasil, na melhora de nossas instituições e, se não tomarmos essas providencias, nós vamos estar com o governo cheio de corruptos, de delinquentes, de imorais, de pessoas que administram mal e de incompetentes".

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