Oposição quer apuração de voto fantasma em MG

Deputados de oposição ao governador Antonio Anastasia (PSDB) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais querem que a Comissão de Ética da Casa e o Ministério Público Estadual (MPE) investiguem o que consideram "fraude eleitoral". Isso porque, na sessão de ontem, a votação de projetos de interesse do Executivo foi anulada após serem constatados os votos de três parlamentares da base governista que não estavam no plenário.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

01 de dezembro de 2011 | 19h01

O fato ocorreu enquanto os deputados votavam um projeto que aumenta alíquotas do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o álcool. O deputado Adelmo Leão (PT) viu que o painel eletrônico assinalava o voto do colega Arlen Santiago (PTB). Em seguida, parlamentares perceberam também que, além de Santiago, também foram computados votos de Antônio Lerin (PSB) e Juninho Araújo (PTB). Sem esses votos, não haveria quórum suficiente para a votação do projeto. A sessão era presidida por José Henrique (PMDB), que anulou a votação quando descobertas as ausências.

Além da anulação, o líder da oposição, deputado Rogério Correia (PT), pediu à Mesa Diretora da Sasa que encaminhe representação à Comissão de Ética para apuração do caso. "Houve uma frade eleitoral. A senha (para registrar presença e votos) é pessoal e intransferível. E, quem votou por eles, cometeu falsidade ideológica", acusou. "Agora, fica a suspeita quanto às votações de outros projetos, principalmente os de interesse do governo", acrescentou.

Procurada para falar sobre o caso, a Assembleia afirmou que se manifestaria sobre o caso em nota, o que não ocorreu até o início da noite de hoje. Por meio de sua assessoria, Antônio Lerin, que estava em Uberaba, no Triângulo Mineiro, no momento da votação, negou que tenha fornecido sua senha a algum colega e disse que pedirá à Presidência da Casa uma auditoria no painel eletrônico, porque a fraude "pode ter ocorrido em outros projetos". Mesmo com a ausência de Arlen Santiago tendo sido a primeira notada, sua assessoria alegou que ele votou e depois deixou o plenário. Já Juninho Araújo ficou de retornar as ligações à reportagem, o que não ocorreu.

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