Oposição quer apoio de ACM para instalar CPI

Os partidos de oposição - PT, PDT, PC do B e PPS - anunciaram hoje que vão buscar apoio do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), do PFL e dissidentes do PMDB para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista, destinada a apurar denúncias de corrupção envolvendo autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A CPI pode apurar, em especial, o suposto envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge Caldas Pereira na intermediação de recursos para a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. Em reunião hoje, os líderes oposicionistas concluíram que preferem ter ACM como aliado do que como adversário. Para facilitar o trabalho de coleta de assinaturas, os líderes decidiram aproveitar o requerimento que está pronto desde o ano passado e que já conta com assinatura de 109 deputados e 19 senadores. "É preciso estabelecer a diferença entre o discurso e a ação, ou seja, dar conseqüência ao discurso", afirmou o líder do PDT, deputado Miro Teixeira (RJ), numa clara referência ao senador baiano. Segundo Miro, os partidos de oposição não poderiam abrir mão da autoria das denúncias de corrupção feitas no ano passado, transferindo a paternidade ao senador Antonio Carlos. "Queremos a assinatura de ACM e de todos os deputados aliados ao governo", desafiou o líder do PT, deputado Walter Pinheiro (BA), informando que, a partir de terça-feira, os oposicionistas vão sair de gabinete em gabinete de deputados e senadores em busca de assinaturas para completar o número regimental necessário para instalar uma CPI: 27 senadores e 171 deputados. Os partidos da base aliada calculam que ACM controla pelo menos 30 deputados. E, por isso, a posição do senador baiano será fundamental para o destino do requerimento.

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