Oposição protocola CPI dos cartões e insiste em dividir comando

Segundo o deputado Carlos Sampaio, autor do requerimento, nenhum líder governista da Câmara assinou pedido

Eugênia Lopes e Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo e Reuters,

14 de fevereiro de 2008 | 13h32

Os partidos de oposição entregaram nesta quinta-feira, 14, à Mesa do Congresso Nacional o requerimento de instalação da CPI Mista do Cartão Corporativo. Também foi corrigido o número de assinaturas dos parlamentares, no requerimento. São 189 assinaturas de deputados e 35 de senadores. Um pouco antes havia sido divulgado o número de 192 assinaturas de deputados, mas três delas eram repetidas. Para a instalação da CPI são necessárias 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.   Apesar da formalização, os oposicionistas continuam defendendo que o controle da CPI seja dividido com o governo. Segundo o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), "a oposição se reserva o direito de pedir uma outra CPI caso o governo não ceda".   Veja também: Entenda a crise dos cartões corporativos  Oposição adia reunião e Neuto aceita presidir CPI Bernardo admite 'descontrole' em cartões e anuncia mudanças   Segundo o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do requerimento, nenhum líder governista da Câmara assinou o pedido. Embora alguns tenham aparecido em reportagens de TV, assinando o requerimento, as assinaturas não foram enviadas a Sampaio. "Exibiram o papel, mas esqueceram de mandá-lo para o meu gabinete", afirmou.     O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, reconheceu nesta quinta-feira que houve erros nos gastos com cartões corporativos, segundo a rádio CBN. Ele afirmou que o governo vai alterar o sistema de divulgação dessas despesas, para que todos tenham acesso às informações sobre os saques realizados.     "Quem faz um saque, quando gasta ele tem que trazer, apresentar as notas fiscais do seu gasto. Só que como isso fica numa pasta, o cidadão que queira verificar isso não tem acesso", disse. Segundo ele, o governo está providenciando uma alteração para que quem fez o gasto faça a prestação de contas no próprio sistema. Assim, todos os comprovantes de saques com o cartão ficarão disponíveis na internet, no Portal da Transparência.   O ministro afirmou que a mudança será implementada em no máximo 60 dias. Ele reconheceu ainda que o cartão tem que ser aperfeiçoado, pois "há evidências de descontrole".

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