Oposição prepara 'operação-padrão' no Senado

Reunido ontem, um grupo de dez senadores de seis partidos - inclusive da base aliada, como PSB e PDT - decidiu não dar trégua ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A ofensiva começa na próxima terça-feira em duas frentes, ambas visando a boicotar e enfraquecer Renan, forçando sua saída do cargo. No plano político, será adotada uma ?pauta seletiva mínima?, como definiu o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), o que significa votar apenas os projetos de interesse da população, não os do governo. Isso pode dificultar a vida do Planalto, que tem uma maioria frágil no Senado. A decisão dos senadores de oposição e dissidentes da base aliada, que se reuniram no gabinete de Tasso, é de não aprovar créditos suplementares do Executivo e analisar, caso a caso, projetos e medidas provisórias. Os senadores vão boicotar também eventuais reuniões formais presididas por Renan. Enquanto o Conselho de Ética não julgar os outros dois processos e a representação existentes contra Renan, eles não participarão nem de reuniões do colégio de líderes, caso sejam convocados para a definição de prioridades na pauta de votações.O líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM), disse que haverá uma espécie de ?operação-padrão?, com definição semanal daquilo que será votado. ?Vamos ser rigorosos e reforçar as atitudes para moralizar e dar transparência ao Senado?, emendou Tasso. Além de senadores do PSDB, DEM e PSOL, integram o grupo suprapartidário Patrícia Saboya (PSB-CE), Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) e Cristovam Buarque (PDT-DF). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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