Oposição pede quebra de sigilo de Eduardo Jorge

O líder do bloco de oposição no Senado, José Eduardo Dutra (PT-SE), apresentou hoje à Mesa do Senado um pedindo de quebra de sigilo bancário do ex-secretário da República, Eduardo Jorge Caldas Pereira, e de mais 20 pessoas, inclusive familiares dele. Ele justificou o requerimento como a "prestação de um serviço" ao presidente Fernando Henrique Cardoso. "Presto um favor ao presidente da República e espero que o plenário do Senado seja solidário a este favor". O senador disse ainda que ao trazer as informações, o Senado poderá "retirar de vez esse esqueleto do armário e enterrá-lo, impedindo que seja objeto de chantagem no futuro", e para verificar se há consistência nas suspeitas de envolvimento de Eduardo Jorge com a obra da sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. O requerimento havia sido apresentado anteriormente durante as investigações do Senado sobre Eduardo Jorge, mas não foi concedido por contrariar a legislação do sigilo bancário em vigor na época.O senador afirmou que com a nova Lei do Sigilo em vigor, o plenário do Senado já pode determinar essa quebra. Ele justificou seu pedido de quebra de sigilo tendo como base a lei, onde fica determinado que o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários "fornecerão ao poder Legislativo federal as informações e os documentos sigilosos que fundamentadamente se fizerem necessários ao exercício de suas respectivas competências constitucionais e legais". A lei exige que a solicitação seja aprovada pelo plenário do Senado.O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), disse que o requerimento de quebra de sigilo "será apreciado, lido e votado no plenário o mais rapidamente possível". O senador disse que não ia fazer avaliação política ou juízo de valor sobre o requerimento, mas afirmou que qualquer denúncia deve ser apurada.

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