Oposição pede em representação que MP apure grampo

O PSDB, DEM e o PPS entraram hoje com duas representações na Procuradoria-Geral da República. A oposição pede investigação sobre eventuais responsabilidades do gabinete de Segurança Institucional sobre o grampo telefônico envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), além dos tucanos Tasso Jereissati (CE), Arthur Virgílio (AM) e Álvaro Dias (PR), que também teriam sido alvos de escuta telefônica ilegal. Em outra ação, os três partidos solicitam aos procuradores que apurem as razões que levaram a Polícia Federal a poupar o secretário de Assuntos Institucionais do PT, Romênio Pereira, do grampo autorizado pelo STF. O petista é acusado de fraudes em obras públicas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) detectadas pela Operação João de Barro, comandada pela PF.A iniciativa da oposição foi decidida em reunião na quarta-feira realizada entre os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra (PE), do DEM, Rodrigo Maia (RJ) e do PPS, Roberto Freire. Na representação, os partidos alegam que "as investigações da PF identificaram uma rede de corrupção envolvendo autoridades municipais que, com a conivência de servidores federais, desviava recursos destinados a obras incluídas no PAC. As investigações mostraram que o secretário petista pode ser o elo entre tais autoridades municipais e o governo federal".

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