Oposição pede auditoria de urnas

Parlamentares questionam segurança do módulo de criptografia elaborado por centro de pesquisas da Abin

Marcelo de Moraes e Felipe Recondo, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2008 | 00h00

O suposto envolvimento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com escutas ilegais fez com que parlamentares da oposição colocassem sob suspeita as urnas eletrônicas que serão utilizadas nas próximas eleições. Integrantes da CPI dos Grampos procuraram o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, pedindo a realização de uma auditoria externa para assegurar a segurança do módulo de criptografia inserido nas urnas eletrônicas.A preocupação dos parlamentares é porque essa criptografia - um dos instrumentos técnicos que garantem o sigilo do processo - é elaborada justamente pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (Cepesc), órgão que faz parte da Abin."Não temos evidências que apontem para a existência de fraude envolvendo as urnas. Mas é importante que tomemos medidas preventivas. Queremos um acompanhamento externo desse trabalho com a segurança das urnas para termos a certeza de que as urnas são totalmente protegidas contra fraudes", afirmou ao Estado o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR), autor do pedido juntamente com os deputados Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Raul Jungmann (PPS-PE), todos integrantes da CPI.O presidente da OAB afirmou que vai pedir informações ao governo e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o sistema de segurança das urnas.A Abin não se manifestou sobre o pedido dos parlamentares. O TSE informou que o Cepesc faz a criptografia dos dados eleitorais desde a implementação das urnas e que o órgão não tem acesso aos programas utilizados na votação.

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