UESLEI MARCELINO|REUTERS
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Oposição pede a manutenção da prisão de Delcídio

Petista foi preso por tentar atrapalhar apurações da Operação Lava Jato

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

25 Novembro 2015 | 17h27

Senadores de oposição ao governo federal defenderam, nesta quarta, 25, que o Senado decida, em votação aberta, pela manutenção da prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), detido na manhã de hoje pela Polícia Federal.  Segundo investigadores, o petista foi preso por tentar atrapalhar apurações da Operação Lava Jato.

“As acusações são absolutamente irrespondíveis. Não tem como o Senado agora relaxar a prisão depois de uma prisão que foi referendada pelos ministros do STF. Os pressupostos da prisão preventiva estão claros. Evidentemente houve uma flagrante”, diz o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

O líder do DEM na Casa, Ronaldo Caiado (GO), seguiu na mesma linha. “O DEM votará pela manutenção da prisão. Existem provas contundentes e graves. Essa denúncia abala o Senado Federal”.

Por determinação do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), os autos do processo contra Delcídio foram enviados ao Senado, que tem até 24 horas para deliberar sobre a manutenção da prisão do parlamentar, conforme prevê a Constituição Federal. O Senado convocou sessão a partir das 17h desta quarta-feira e, por enquanto, a decisão é que a votação seja secreta.

Fizemos uma alteração profunda, por meio de emenda constitucional, no artigo 53 da Constituição e nossa interpretação, por maioria dos membros do Senado Federal, é que se deve dar por votação aberta. Essa é a posição, do PSDB", afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, após reunião com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e líderes dos partido."Defendo que o Senado cumpra a sua responsabilidade constitucional ainda no dia de hoje. Manter em suspenso transfere uma questão extremamente grave que circunda um senador da República para todo o Senado Federal."

Até mesmo correligionários do petista reconheceram o constrangimento com a prisão de um colega. “Está todo mundo perplexo. Foi um constrangimento generalizado na Casa”, reconheceu o senador Paulo Paim (PT-RS).

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