Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

‘Oposição parece cartola de futebol’, diz Jaques Wagner

Em entrevista a rádio baiana, o ministro da Casa Civil critica opositores da presidente Dilma Rousseff, que segundo ele, insistem no que chama de 'descabido' processo de impeachment da petista

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2016 | 03h00

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, criticou nesta segunda-feira, 11, a oposição em entrevista a uma rádio da Bahia. Para Wagner, opositores da presidente Dilma Rousseff insistiram no que chamou de “descabido” processo de impeachment da petista. 

Segundo o ministro, a oposição, com esta “a única bandeira”, “parece os cartolas do futebol que quando perdem em campo querem ganhar no tapetão de qualquer jeito”. Para Wagner, após o Supremo Tribunal Federal ter colocado os “pingos nos is” – numa referência à definição do rito do processo no Congresso, considerada uma vitória do governo –, o assunto deu “uma esfriada”. 

O ministro voltou a reconhecer que a presidente vive uma baixa popularidade, mas disse que “não é por popularidade baixa que se vai inventar artificialmente o impeachment”.

Na entrevista à Rádio Brilhante, Wagner não foi questionado sobre as citações a seu nome nas investigações da Lava Jato.

O ministro, porém, elogiou o deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), presidente do Conselho de Ética da Câmara, que analisa o processo de cassação do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Foi fundamental a postura firme deputado Zé Carlos. Ele foi pressionado por vários lados e teve postura firme, sem perseguição e sem passar mão na cabeça de ninguém.”

Questionado se haveria algum plano econômico para o País sair da crise. Wagner voltou a dizer que “não tem coelho na cartola” e elogiou a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “O Brasil já viveu muitos anos de plano em plano e, justiça seja feita, foi no governo Fernando Henrique que a gente conseguiu a Lei de Responsabilidade Fiscal e a estabilidade razoável da moeda, do real e sabemos que, como na vida real, não tem milagre.” 

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