André Dusek|Estadão
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Oposição no Senado classifica nomeação de Lula como 'vitória de pirro' e 'autogolpe'

Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou que o ex-presidente foi nomeado para a Casa Civil para 'se esconder' das investigações da Operação Lava Jato; 'é a decretação do fim do governo', disse o senador Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2016 | 16h21

Brasília – Líderes de partidos de oposição no Senado afirmaram na tarde desta quarta-feira, 16, que a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula para ser ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff não terá a capacidade de reduzir a crise política que o País passa. Ele destacam que não há saída para o governo sem a queda de Dilma e que os protestos das ruas devem aumentar porque os dois foram os principais alvos das manifestações do domingo passado, 13.

“É uma vitória de pirro (a nomeação de Lula), um gesto para tentar abafar a importância do evento de domingo. É criar um factóide para tentar desviar a discussão, mas o recado das ruas foi de defesa do impeachment”, disse o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), para quem o ex-presidente assumiu o cargo para “se esconder” da força tarefa da Operação Lava Jato. “É um abraço dos afogados”, acusou.

Caiado destacou que parlamentares do partido vão recorrer à Justiça para barrar a indicação de Lula para a Casa Civil. “Esse gesto vai ter ainda um outro desdobramento, que será a reação da população brasileira ao governo que não está respeitando a crise instalada no país, cujo único objetivo é a manutenção de poder”, completou.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), disse que a mudança significa um autogolpe. “É a decretação do fim do governo”, criticou. Para ele, a oposição terá como único objetivo retirar a presidente do Palácio do Planalto e que, com Lula na Casa Civil, não haverá trégua da oposição. O tucano disse que Lula deverá apelar para um populismo fiscal a fim de dar um fôlego para o mandato de Dilma.

Para o vice-líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), a nomeação de Lula será uma tentativa “em vão” de salvar o governo.

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