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Oposição no Congresso pressiona por depoimento de Bebianno

Como justificativa para a convocação de Gustavo Bebianno, partidos citam o suposto desvio de recursos do Fundo Partidário do PSL nas eleições 2018

Pedro Venceslau e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2019 | 05h00
Atualizado 15 de fevereiro de 2019 | 12h17

BRASÍLIA - Os partidos de oposição na Câmara pressionam o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a colocar em pauta no plenário um pedido de convocação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno (PSL). Como justificativa para a convocação do ministro, citam o suposto desvio de recursos do Fundo Partidário do PSL nas eleições de outubro.

Dois pedidos já foram protocolados: um pelo líder da bancada do PSOL, Ivan Valente (RJ), e outro pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS). O objetivo dos deputados é se reunir na próxima terça-feira com Maia para tratar do assunto. 

Na semana que vem, a oposição vai definir outras linhas de atuação para manter acesa a crise no governo. “O episódio é gravíssimo e a crise muito mais profunda do que a denúncia de crime eleitoral. Esse governo está em uma crise permanente”, disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da minoria. 

No Senado, o líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que os partidos também vão tentar convocar Bebianno, para dar explicações. 

A crise envolvendo o ministro movimentou ainda as redes sociais. Pelo Twitter, parlamentares cobraram resposta rápida do governo. O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse ver três desfechos para a crise. “Se Bebianno ficar no governo, Bolsonaro terá um ministro que mente, segundo admitiu. Se sair, o ministro aceita que mentiu. Se for ‘saído’, quem preside é o filho caçula”, escreveu, em referência a Carlos Bolsonaro – que, na verdade, é o filho “número dois” do presidente.

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A crise entre Bebianno e a família Bolsonaro em 7 pontos

Caso tem origem em suspeitas de financiamento de candidaturas laranjas e nas desavenças entre o ministro e o filho do presidente. Clique aqui e entenda a tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

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