Oposição não vai dar tiro no pé e não votar CPMF, diz Mantega

Para o ministro da Fazenda, 'se um dia a oposição se tornar governo, vai precisar do tributo'

Elizabeth Lopes, da AE

28 de setembro de 2007 | 14h44

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira, 28, que, apesar das dificuldades que o governo federal vem enfrentando no Senado, a oposição deverá ser sensível e aprovar a prorrogação da CPMF. "Se um dia a oposição se tornar governo ela vai precisar desses tributo. Então estaria dando um tiro no pé se trabalhasse contra esse tributo".  Veja também:Especial sobre a CPMF  Em troca da CPMF, governo dá ao PMDB diretoria da PetrobrasGoverno 'dá baile' na oposição na luta para aprovar CPMF  Após 'rebelião' do PMDB, base tenta retomar votação da CPMF Por CPMF, governo cede em fim de voto secreto "No momento, trabalho com o cenário de que a oposição vai ser sensível aos interesses do País, porque não se trata de interesses do governo", disse.  Na madruga da última quinta, a Câmara aprovou em primeiro turno a prorrogação do tributo até 31 de dezembro de 2011. A sessão foi concluída às 2h31 e manteve o texto aprovado no dia 20 ao rejeitar todas as emendas e destaques à proposta feitos pela oposição. Para tentar concluir a votação em primeiro turno na madrugada desta quinta-feira, o governo acertou com o PMDB na quarta-feira a entrega de uma diretoria da Petrobras. O mais provável é que o partido fique com a Diretoria Internacional, e o nome mais cotado para o posto é o de João Augusto Fernandes, um peemedebista de Minas. 2º turno A proposta que prorroga a cobrança da CPMF só deverá ser votada em segundo turno pelo plenário da Câmara daqui a doze dias. Entre o primeiro e segundo turno de votação é necessário cumprir o prazo de cinco sessões ordinárias da Câmara, que começa a ser contado a partir de sexta-feira, 28.  Se houver quórum para todas as sessões previstas, esse prazo só terminará na quinta-feira, dia 4 de outubro, à tarde, dia tradicionalmente de baixa presença de deputados em Brasília e sem perspectiva de votação de projetos de emenda constitucional que exigem 308 votos para a sua aprovação, como é o caso do projeto da CPMF. A previsão, no entanto, é votar no dia 9 de outubro, terça-feira.

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