Oposição não quer que CPI dos cartões investigue período FHC

Líder do DEM diz que investigar os dez últimos anos, como quer o governo, é criar a CPI da 'dissimulação'

Agência Brasil,

08 de fevereiro de 2008 | 19h03

O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), defendeu nesta sexta-feira, 8, que a CPI dos cartões corporativos investigue apenas os gastos feitos a partir de 2001, e não as despesas dos dez últimos anos, como pretende o governo federal no pedido de CPI no Senado. Na prática, a oposição quer tirar do alvo o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Veja também: Veja a cronologia do escândalo dos cartões  Entenda o que são os cartões corporativos do governo  Jucá diz que instala CPI sem oposição Congresso não pode viver só de CPIs, diz Garibaldi sobre escândalo dos cartões Governo de SP gasta R$108 mi com cartão mas não detalha despesa Enquete: o governo deve acabar com os cartões corporativos?  Agripino questiona que usar a comissão para apurar os últimos dez anos é "jogar para outros uma crise que é deste Poder Executivo". Segundo o líder do DEM, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal) existem desde 1998 e nessa época não foi feita nenhuma denúncia com relação a gastos com a conta de cartão corporativo. "E agora se quer investigar sem base legal?", questiona.  O senador diz ainda que é necessário se ater a fato determinado para criar uma CPI e esses fatos envolvem apenas pessoas do atual governo. E defendeu ainda que as pessoas envolvidas com o uso irregular do cartão sejam afastadas dos seus cargos. Agripino estranhou também o fato de só agora o governo, por meio do líder no Senado, senador Romero Jucá, propor uma CPI.

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